A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) confirmou, na sexta-feira (7), o primeiro caso de uma nova cepa do vírus mpox no Brasil. A paciente é uma mulher de 29 anos, moradora da região metropolitana de São Paulo, que teve contato com um familiar vindo do Congo, país onde a doença é endêmica (frequente) desde a década de 1970. Segundo as autoridades, ela está internada em isolamento no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, infectada pela Cepa 01b, mas, apesar disso, apresenta boa evolução clínica.
De acordo com o Ministério da Saúde, até o momento, não foram identificados casos secundários relacionados à paciente. A vigilância sanitária municipal de São Paulo está monitorando possíveis contatos. Antes dessa confirmação, apenas a cepa 2 do vírus havia sido detectada no país.
O estado de São Paulo já registrou 1.126 casos de mpox em 2024, sem nenhuma morte associada à doença. Neste ano, até sexta-feira (7), foram confirmados 115 novos casos. A confirmação da nova cepa foi feita por meio de sequenciamento genético, que demonstrou semelhança com casos recentes identificados em outros países.
O Ministério da Saúde reforça que a mpox é transmitida por contato direto com pessoas infectadas ou materiais contaminados pelo vírus. Abraços, beijos e relações sexuais com pessoas contaminadas oferecem risco, assim como o contato com lesões na pele, feridas, bolhas ou secreções.
Os sintomas incluem febre, lesões na pele, dor de cabeça e calafrios, podendo surgir até 21 dias após a infecção. Quem apresentar sintomas da doença deve buscar atendimento médico em uma unidade de saúde e, se possível, evitar atividades sociais e coletivas, além do contato próximo com outras pessoas.











